sexta-feira, 28 de março de 2014

Pain.




Ultimamente os dias tem sido difíceis pra mim. Nunca imaginei que ser abalada emocionalmente me causaria tantos problemas. Não somente psicológicos, mas físicos também. Cheguei a um estado que qualquer alteração negativa no meu humor afete diretamente o meu coração, me fazendo entrar em um colapso nervoso, estando a beira da explosão. E eu sei o motivo de tudo isso. É ele. É sempre ele o motivo das minhas alegrias, dores, estados depressivos e choros incontroláveis. Pensei que uma vez consciente desse fato, ele pudesse me ajudar. Doce ilusão. Continua me tratando diferente de uma hora pra outra e insiste em dizer que é impressão minha. Peço-o para me ajudar, mas diz-me que não é culpa dele. E a culpa de tudo isso então é de quem? Minha? Ah claro, obviamente seria eu a culpada por todos os meus problemas. Mas tudo bem. Tenho procurado muitos artigos online sobre as situações que tenho passado, e descobri muito. Posso ser uma pessoa que tem dependência emocional sobre outra. Claro que isso é uma verdade plena, mas me amedronta fortemente. Há dúvidas se é amor ou dependência afetiva. Conscientemente sei que é amor, mas até que ponto esse amor se transforma numa forma de autodestruição? Que eu saiba amor não é pra ser motivos de autoflagelo ou mesmo mutilação. Porém, tenho certeza que o que mais me dói é o fato de eu ter me doado demais nesse relacionamento e não receber a altura de volta. E o que posso fazer? Eu, nada. Não posso simplesmente obrigá-lo a me tratar melhor, porque a verdade é: ele não vai. E eu vou sofrer como eu sempre sofro, vou ter meus ataques, tomarei meus calmantes e tudo voltará ao normal. Menos eu. Até que ponto vou aguentar segurando todo esse sofrimento sem desabar? Se minha tristeza não o abala o suficiente para ele ao menos tentar me dar toda a atenção que eu preciso no momento, repito, o que eu posso fazer? Posso até saber que sou carente e dependente demais, mas tenho certeza que o amor o faria fazer mais por mim. E é isso que dói. Saber que talvez ele não me ame o suficiente. Talvez ele esteja enganando a si mesmo, achando que me ama, mas.. quem sabe.. Mas eu sei, que não vou aguentar muito mais. Não mesmo.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Lost.


As memórias são sempre aterrorizantes. Não importa o quanto o tempo passe, elas sempre voltam para me atormentar. Memórias de tempos que nunca tive, alegrias nunca vividas e histórias nunca escritas. Olhar pro passado pra mim é como enxergar através de um véu escuro, deixando tudo tão translúcido e distante. Não é possível esquecer quem eu fui. Tudo o que senti e os momentos nos quais eu me refugiava dentro da minha própria mente obscura, procurando abrigo, uma forma de me aliviar de todo o sofrimento que me cercava. Ninguém jamais soube disso, assim como jamais saberão. Diriam que não eu tive motivos pra chegar a tal ponto, e eu diria: vocês não entendem. E realmente, quem é capaz de entender uma mente perturbada? Será que não percebem que é tudo uma questão de psicológico? Aquele prazer em se torturar e sofrer mesclado com a vontade de voltar a viver plenamente sem ter que se esconder de nada. É tudo tão complexo e eu seria incapaz de expressar os meus sentimentos de martírio, que aos poucos fui deixando pra trás. Consigo perceber que hoje sou uma sombra do que fui. Tantas mudanças foram me moldando a algo que eu nunca imaginei que eu seria um dia. Vivo quase sem vontade própria, opaca, seguindo meu caminho de forma errante e vaga, sem ânimo para alcançar meus objetivos. O que teria provocado tal alteração? Falta algo, pois ao mesmo tempo que me sinto intensa, me pego me sentindo vazia. E o pior, esqueci os trilhos que me guiavam ao meu refúgio. Não sei mais o caminho para aquele único lugar onde eu me sentia segura. Está tudo tão sem intensidade. Os meus sonhos estão se tornando cada vez mais interessantes e vivos, mais do que o meu próprio mundo real. O eco da minha voz ressoa quando grito dentro de mim. A escuridão existe, ela não se foi, ela nunca se vai. E parece que ela sente minha falta, anseia por mais crises existenciais e tem fome de sentimentos negativos. Em que parte da minha vida acabei me perdendo de mim mesma? Seria eu um dia capaz de me encontrar? Talvez. Talvez eu nunca seja completa sem o meu lado desequilibrado e masoquista. Talvez um dia eu me lembre de como apreciar a tristeza, a dor. Quem sabe eu consiga achar o caminho de volta e reconecte meu corpo ao meu cérebro trazendo de novo a difusão de sentimentos equilibrados entre a dor e o martírio. A parte que me comandava. E se eu conseguir alcançá-la, tenho certeza de que voltará a fazê-lo.

A change?



Decidi o que vou fazer da minha vida, sério. Vou me abrir. Sim. Eu cansei de ser uma pessoa que esconde as coisas. Ninguém tenta descobrir, ninguém leva a sério. Não se importam, simplesmente. Guardar as coisas pra si é besteira, é tentar ser forte e descobrir da pior maneira que você não é. Nunca foi. Quantas vezes eu já guardei lágrimas, guardei rancores, gritos, medos só pra mim? E de quê isso adiantou? Nada. Simplesmente nada. Não vale a pena sofrer calado. Por mais que você diga que não e que esconda, o fato de você dizer que prefere estar sozinho é porque você tem vontade de ser encontrado por alguém. Alguém que mude sua vida completamente. Por qual outro motivo as pessoas se afogam em mágoas e se escondem atrás de sorrisos? É simples. Elas querem ser resgatadas. Ninguém nega felicidade, meu caro. Há aqueles difíceis que querem bancar os durões, sempre dizendo que felicidade é besteira e que preferem se afogar na dor. Eu admito, eu gosto. É bom. Mas não é melhor que sorrir. Por mais que eu tenha a tendência de sofrer por tudo e por nada, a felicidade é um dos melhores sentimentos que existe, não há dúvida. Mas agora chegou um ponto da minha vida que sofrer não está mais afetando a mim, mas as pessoas ao meu redor. Ficou bastante complicado. E a cada dia mais eu tenho vontade de ser alguém diferente, uma outra pessoa, não só psicologicamente mas fisicamente também. Sim, fisicamente. Acha que todos os dias quando me levanto e me vejo no espelho eu fico feliz? Eu deveria ter todos os motivos do mundo pra dizer que sim. Enfim, quero revelar meus medos e todas as minhas frustrações, e gostaria de realmente ter alguém para ouvi-las, e quem sabe me aconselhar quando preciso. Porque a minha mente já acumulou tamanha dor e desespero que está pedindo socorro pela sobrecarga. Espero que essa minha vontade, que veio a tona novamente, não seja perdida durante o meu sono, sugada pela parte inconsciente que anseia por sofrimento e tristeza. Algo doentio, e justamente por isso preciso de ajuda. Sinto a fraqueza a cada dia que passa. Sinto a vontade de me afundar a cada segundo de respiração. E não é assim que quero terminar minha vida. Não nessas circunstâncias. Acho que um dia a gente finalmente cresce e a consciência, a parte racional e inteligente da sua mente luta pra conseguir o controle de tudo. Dos sentimentos principalmente. Claro, é quase uma defesa pessoal do organismo querer acabar com essa coisa idiota de martirização, autopiedade e masoquismo. Quem sabe isso funcione. É uma probabilidade. E, até fico temerosa em dizer que tenho pena de deixar minha parte obscura da mente ir embora. Portanto, acho que prefiro apenas ocultá-la, por enquanto. Sabe, vou guardá-la como um refúgio. Se algo um dia acontecer comigo, terei onde me esconder. E tenho certeza que vou lembrar de tudo e dizer: como é bom estar de volta.

Disorder.


Caramba, preciso de tratamento. Não estou suportando essa coisa idiota e ao mesmo tempo tão necessária de se dilacerar com palavras. Não aguento mais essa solidão que nunca vai embora do meu peito, ela apenas adormece para aparecer cada vez mais forte. Essa falta de consideração das pessoas por mim, essa falta de respeito, confiança, amor .. Parece que vivo num mundo isolado, deixado pra trás, de maneira brusca e dolorida. E isso fere, e isso mata. Assim como vem me matando aos poucos. Não vejo a hora de sair daqui, me livrar dessas presenças que não me fazem bem, não me acrescentam em nada. Tudo foge do contexto, fora da realidade. Estou aqui, mas será que minha mente realmente está? Tão estranho .. ao mesmo tempo que reclamo desses meus atos, percebo que gosto de me afogar em mágoas. Faz bem. Te faz se sentir angustiado, irado, e isso atiça seus instintos. Talvez um dia você consiga viver. Viver na morte. E ir muito além.

Hollow.


Ah, como estou vazia. Como estou. Vocês nem imaginam o que se passa dentro de mim. Pra falar a verdade, o que não se passa. Céus, nunca pensei que a falta de alguém, o ciúmes e a solidão fariam isso comigo. Entre estes, o segundo fala mais alto. Muito mais alto. Chega a gritar escandalosamente. Não entendo, mas ninguém também pode julgar. Eu tenho pena de mim mesma, não sou confiante, não tenho nenhum tipo de valor e muito menos importância. Sabemos que estes fatores unidos são a principal chave para esse sentimento surgir. Eu tento mudar, tento entender como e porque ele aparece de forma tão intensa, tão dolorosa. Tenho medo sim, é claro. Por que não teria? Qual a garantia que tenho para ser confiante? Nenhuma. Caramba, olhem para mim e saberão do que estou falando. Quando me olho no espelho vejo um ser inexplicável, olhos profundos, pele mal-cuidada, cabelos negros e tão deixados de lado. Vejo uma figura miserável, sem forma, sem beleza, sem vida. Algo digno de pena. Pode parecer tão assustadoramente absurdo alguém se ver dessa forma, ou então, não acreditarem nessas palavras que escrevo, mas me vejo assim. Se meu reflexo para mim é isto, imagine para quem está ao meu redor. É tão estranho, há tanto tempo eu não me sentia dessa forma, não com esse fervor horrível de se auto humilhar. Sempre acreditei que era inferior a todos, mesmo tentando pensar que era igual ao resto da população. Mas não. Todos são melhores. Sempre serão. Não vejo motivos alguém iria preferir ficar comigo do que com uma outra pessoa qualquer. Não tenho atributos. Não tenho qualidades. Eu sou estranha. Sou distante. Devo ser de outro mundo, o mundo das criaturas banidas de serem normais. Alguém me explique, por que me sinto assim? Por que sou tão cheia de defeitos, que me faz ficar pior a cada dia que passa? Por que ninguém faz questão da minha companhia, dos meus conselhos, da minha amizade e da minha alegria? Será que alguém já quis contar uma piada somente para me fazer rir? Alguém já passou um bom tempo tentando me entender, ou então já sofreu com alguma de minhas dores? Devo ser tão esquecida facilmente e só se lembram de mim em momentos que necessitam de ajuda. Entendo. Acho que essas tarefas sempre foram minhas. Eu me preocupo demais. Mas, por dentro. Tento entender, definir e decorar certas pessoas. Mas sou muito falha nisso. Não consigo. Acho que nunca consigo nada. A não ser transcrever essas palavras como refúgio de uma solidão sem fim.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

The worst.


Havia tempos que eu não me sentia assim. Sério, já estava até acostumada com esse fato. Foi legal, mas estava com saudades. E então, puff, aqui estou eu. Angustiada, desamparada, com o coração na mão e sentimentos aflorando. Estou vazia, eu me sinto assim. É tão horrível ter que aceitar esse fato sem poder fazer nada para mudá-lo. Simplesmente não há nada para ser feito. Nunca houve, na verdade. Esses dias tenho me sentido a pior das criaturas, uma sacola de lixo furada, que nem mesmo para guardar o lixo serve. Estou cada vez mais feia (se é que isso é possível), cada vez mais humilhada pela beleza das pessoas ao meu redor, todas elas parecem mais interessantes, mais legais, com mais atributos (de todas as formas), mais carisma, mais inteligência, mais tudo. Eu sou a escória, o resto, a poeira que todo mundo quer se ver livre e distante. Quando estou sozinha, tudo isso vem a tona e me dá um tapa na cara somente para lembrar o quanto eu sou insignificante. O quanto eu não sirvo pra nada, o quanto sou ignorada e afastada por todos. Por que, ein? Alguém me explica? Essa dor por ser um nada, esse peso por não representar nada me afunda cada vez mais. Não consigo conter esses pensamentos. Eles são leais, verdadeiros retratos da realidade. Será esse meu destino? Morrer de amargura e desilusão? Tentando ser uma coisa que nunca vou ser? Isso é triste. E muito. Nada a se compara a autocomiseração. Nunca foi inventado um termo tão perfeito para mim como esse. Sim, sinto pena de mim. Tenho pavor só de pensar o valor da minha insignificância. Não sou nada. Nunca fui nada. E creio que meu futuro não terá um destino diferente. Como sempre. Vou ser deixada para trás e ser trocada por algo melhor. Mas espera, é claro que teria que ser por algo melhor, por que quem disse que há algo pior que eu?

Fear.


Tem momentos que eu sinto que eu vou explodir. Eu simplesmente sinto. Mesmo não entendendo o porque disso. Não há palavras, não há argumentos que possam explicar o sentimento que tenho nessas situações. Eu praticamente quero me jogar num precipício, entrar num profundo no qual ninguém possa me atormentar, nem me tirar de lá. Me aprofundar no vazio dos meus  pesadelos, dos meus piores pensamentos. Não quero mais enfrentar meus medos, quero que eles simplesmente me consumam e me deixem quieta. Quero deixá-los vencer, quem sabe assim eu encontro a paz. O por que disso? Eu não sei. Realmente eu não entendo. Vai além da compreensão. Eu sou assim, estranha, quem pode mudar esse fato? Ninguém. Eu nasci assim, vou morrer assim. Mesmo que exista pessoas que  provem o contrário, que podemos mudar a medida que aprendemos, eu simplesmente não posso, eu não quero. Porque tudo o que eu quero nunca acontece, então por que eu iria insistir isso? Não. Não suporto mais. Ninguém me entende. Nada aqui consegue me aconselhar. Nada. As pessoas que eu convivo não são tão legais, elas possuem defeitos tão insuportavelmente irritantes e eu não posso falar. O motivo? Não machucar o sentimento delas. Mas alguém se importa de machucar os meus? Alguém se importa como eu me sinto? As pessoas insistem em me dizer coisas que eu não suporto, que me incomodam, mesmo eu deixando claro, através de ações que eu não gosto. Mas por que elas não escutam? Porque elas não entendem. Porque acham que eu vou continuar não me importando, vou continuar forte, um cubo de gelo inquebrável, um ser que não se fere, que não sente nada. Acontece que eu não sou. E estou muito longe de ser. As vezes elas simplesmente viram a cara, e eu fico lá, pensando e tentando entender o porque disso. Teria eu feito alguma coisa  errada? E lá vou eu, tentar conversar e voltar o que era antes. Mas cansei. Sei que as pessoas possuem um passado sombrio, uma infância ruim, sem sonhos, sem alegria, num mundo preto e branco. Mas se sofreram tanto, por que querem que outras pessoas se lembrem do que viveu e sofram também? Não existe apenas um que sofreu na vida. Não. Todos sofremos. A dor é inevitável. Está destinada a cada um de nós. Eu nunca fui uma pessoa muito falante. Cresci num ambiente em que ninguém me ouvia, ninguém me via, com quem eu iria conversar? Com os seres criados nos sonhos, o meu refúgio secreto? Eles não eram tão legais assim. Não tinham idéias próprias. Quero que alguém me veja, entenda como eu sou. Sei que hoje muitos tentam me valorizar, mas o que não sabem, é que continuam me machucando. Se eu fosse falar tudo o que eu sinto, tudo o que me fere, tudo o que é insuportavelmente doloroso, muitos teriam vergonha. Portanto, é nesses momentos sozinha, em que fico surda, cega, entro no minha redoma inquebrável e desabo, que eu percebo o quanto eu sou idiota. Poderia simplesmente esquecer tudo isso e seguir em frente. Mas é nesses momentos também que eu entendo que se ninguém no mundo passasse por dificuldades, talvez não haveria mudanças, não haveriam motivos para melhoras. Eu sei que no interior de cada ser possui um segredo oculto, que, pode até ser uma mínima porcentagem, mas consome e fere cada um deles. Acredite eu sei. Afinal, estou quase me entregando a total escuridão. Portanto, que Deus me ajude.