Saiba esconder seus medos, suas angústias e suas fúrias. Torne sua mente seu porto seguro, seu diário, seu mundo. Não confie em ninguém.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Hollow.
Ah, como estou vazia. Como estou. Vocês nem imaginam o que se passa dentro de mim. Pra falar a verdade, o que não se passa. Céus, nunca pensei que a falta de alguém, o ciúmes e a solidão fariam isso comigo. Entre estes, o segundo fala mais alto. Muito mais alto. Chega a gritar escandalosamente. Não entendo, mas ninguém também pode julgar. Eu tenho pena de mim mesma, não sou confiante, não tenho nenhum tipo de valor e muito menos importância. Sabemos que estes fatores unidos são a principal chave para esse sentimento surgir. Eu tento mudar, tento entender como e porque ele aparece de forma tão intensa, tão dolorosa. Tenho medo sim, é claro. Por que não teria? Qual a garantia que tenho para ser confiante? Nenhuma. Caramba, olhem para mim e saberão do que estou falando. Quando me olho no espelho vejo um ser inexplicável, olhos profundos, pele mal-cuidada, cabelos negros e tão deixados de lado. Vejo uma figura miserável, sem forma, sem beleza, sem vida. Algo digno de pena. Pode parecer tão assustadoramente absurdo alguém se ver dessa forma, ou então, não acreditarem nessas palavras que escrevo, mas me vejo assim. Se meu reflexo para mim é isto, imagine para quem está ao meu redor. É tão estranho, há tanto tempo eu não me sentia dessa forma, não com esse fervor horrível de se auto humilhar. Sempre acreditei que era inferior a todos, mesmo tentando pensar que era igual ao resto da população. Mas não. Todos são melhores. Sempre serão. Não vejo motivos alguém iria preferir ficar comigo do que com uma outra pessoa qualquer. Não tenho atributos. Não tenho qualidades. Eu sou estranha. Sou distante. Devo ser de outro mundo, o mundo das criaturas banidas de serem normais. Alguém me explique, por que me sinto assim? Por que sou tão cheia de defeitos, que me faz ficar pior a cada dia que passa? Por que ninguém faz questão da minha companhia, dos meus conselhos, da minha amizade e da minha alegria? Será que alguém já quis contar uma piada somente para me fazer rir? Alguém já passou um bom tempo tentando me entender, ou então já sofreu com alguma de minhas dores? Devo ser tão esquecida facilmente e só se lembram de mim em momentos que necessitam de ajuda. Entendo. Acho que essas tarefas sempre foram minhas. Eu me preocupo demais. Mas, por dentro. Tento entender, definir e decorar certas pessoas. Mas sou muito falha nisso. Não consigo. Acho que nunca consigo nada. A não ser transcrever essas palavras como refúgio de uma solidão sem fim.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário